[DICA] Rendimento da poupança segue ruim com Selic em 6,5% ao ano.

Pela quarta vez seguida, o Comitê de Política Monetária (Copom)decidiu manter a taxa básica de juros da economia em 6,50% ao ano. Com a Selic no menor patamar da história, há quem diga que a poupança voltou a ser atrativa, mas um levantamento do site Yubb mostra que, em média, os principais investimentos de renda fixa ainda

O buscador de investimentos comparou o rendimento médio de CDBs de bancos grandes, CDBs de bancos médios, LCs de financeiras e títulos do Tesouro Direto atrelados à Selic. Os CDBs de bancos médios têm, de longe, as maiores rentabilidades: pagam 9% ao ano, em média.

Atualmente, a poupança paga 4,55% ao ano mais a Taxa Referencial (TR), que atualmente está zerada. O retorno segue a mesma regra em todos os bancos: quando a Selic está abaixo de 8,5% ao ano, a poupança rende 70% da taxa básica de juros, mais a TR.

Em agosto, a captação da poupança chegou a 5,8 bilhões de reais, a maior desde 1995, segundo o Banco Central. Nesse momento,a poupança supera a inflação esperada para o ano, de 4,09%. No entanto, ela ainda rende menos que outros investimentos de renda fixa, que também são seguros e permitem resgatar o dinheiro com facilidade, a qualquer momento.

Além disso, a poupança tem um problema: o dinheiro só rende na data de aniversário da caderneta. Ou seja, se você deixa o valor investido por menos de um mês, ele não rende nada.

A principal vantagem da poupança é a sua isenção de Imposto de Renda, diferente dos outros investimentos. No entanto, as rentabilidades de CDBs, LCs e títulos do Tesouro Selic ainda são maiores do que a da poupança nos prazos de 12 meses ou mais

Em geral, a poupança só rende mais do que fundos de renda fixa que cobram taxas de administração acima de 1% ao ano ou de CDBs que pagam muito abaixo de 100% do CDI, uma taxa muito parecida com a Selic.

“Só recomendo a poupança para quem não quer ouvir explicação nenhuma sobre outros produtos. Mas, financeiramente, não vale a pena para ninguém, independentemente do prazo do investimento”, diz o planejador financeiro Bruno Mori, da Associação Brasileira de Planejadores Financeiros (Planejar).

Fonte. Exame Economia.